Sociedade

CPLP - Bandeiras Países - Bernardo Chissende
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A CPLP no Século XXI: Entre a Herança Histórica e o Futuro Geopolítico da Lusofonia

Por: Bernardo Chissende A CPLP no Século XXI: Entre a Herança Histórica e o Futuro Geopolítico da Lusofonia A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) afirma-se, no século XXI, como uma das mais relevantes plataformas multilaterais de cooperação baseadas na língua, cultura e história partilhadas. Criada em 1996, a organização reúne nove Estados soberanos – unidos por uma língua comum falada por mais de 300 milhões de pessoas em quatro continentes, nomeadamente – África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe); América do Sul (Brasil); Ásia (Timor-Leste) e Europa (Portugal). Uma Comunidade de Diversidade Estratégica A CPLP distingue-se por uma característica singular: a sua diversidade geográfica e cultural. De África à Europa, passando pela América do Sul e Ásia, os seus membros apresentam realidades económicas, políticas e sociais distintas. Essa heterogeneidade, longe de ser um obstáculo, constitui um activo estratégico, permitindo à organização actuar como ponte entre diferentes blocos regionais e sistemas internacionais. No plano económico, o bloco representa um potencial significativo. O Brasil destaca-se como potência emergente global, enquanto Angola assume o papel diplomático e da estabilidade no continente, bem como exerce uma importância crescente no sector energético e de recursos naturais, a par de Moçambique. Guiné Equatorial representa o único país africano hispanofalante, tendo o português como língua cooficial. Por sua vez, Portugal funciona como elo estratégico com a União Europeia, e Cabo Verde e São Tomé e Príncipe posicionam-se como plataformas logísticas no Atlântico. A Língua Portuguesa como Activo Geopolítico A língua portuguesa é o principal eixo estruturante da CPLP. Mais do que um instrumento de comunicação, ela constitui um vector de influência cultural, diplomática e económica. No contexto da globalização, o português tem vindo a consolidar-se como uma das línguas mais relevantes no hemisfério sul, com forte presença em mercados emergentes. Universidades e centros de investigação têm reconhecido o papel da língua portuguesa como ferramenta de produção científica e intercâmbio académico. Programas de mobilidade estudantil, cooperação universitária e produção de conhecimento partilhado reforçam a posição da CPLP como espaço de circulação de ideias e inovação. Cooperação, Segurança e Desenvolvimento A CPLP tem vindo a alargar o seu campo de actuação para áreas cruciais como segurança, defesa, saúde pública e desenvolvimento sustentável. Missões de observação eleitoral, cooperação técnico-militar e iniciativas conjuntas no combate a pandemias evidenciam a crescente maturidade institucional da organização. A cooperação Sul-Sul emerge como uma das dimensões mais relevantes. Países africanos lusófonos beneficiam de parcerias com economias mais robustas dentro da CPLP, promovendo transferência de conhecimento, tecnologia e capacitação institucional. Desafios Estruturais Apesar dos avanços, a CPLP enfrenta desafios significativos. A assimetria económica entre os Estados-membros, a instabilidade política em algumas regiões e a necessidade de maior integração económica continuam a limitar o seu pleno potencial. Além disso, a organização enfrenta o desafio de afirmar-se num cenário internacional cada vez mais competitivo, onde blocos regionais mais consolidados disputam influência. A necessidade de reforçar mecanismos de governança, financiamento e implementação de políticas conjuntas é crucial para a sua sustentabilidade. O Futuro da CPLP: Uma Visão Estratégica O futuro da CPLP dependerá da sua capacidade de transformar afinidades históricas em vantagens concretas. A aposta na integração económica, na inovação tecnológica, na educação, no fomento turístico a nível da comunidade e na diplomacia cultural poderá posicionar o bloco como um actor global relevante. Num mundo multipolar, a CPLP tem potencial para actuar como mediadora, promotora de diálogo e catalisadora de desenvolvimento sustentável. A consolidação de uma identidade lusófona moderna, inclusiva e orientada para o futuro será determinante para o seu sucesso. Conclusão A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa representa mais do que uma organização internacional: é um espaço de convergência histórica, cultural e estratégica. O seu impacto transcende fronteiras, oferecendo oportunidades únicas para cooperação global, produção científica e desenvolvimento humano. Para universidades, centros de pesquisa e a sociedade em geral, a CPLP constitui um objecto de estudo privilegiado – um laboratório vivo de relações internacionais, diversidade cultural e construção de um futuro comum baseado na língua portuguesa.

Esq. para Dir: Hergino Levi Mendes Paiva - Director Kulturalmente Yetu; Abraão Pharya - Artista, Frigdiano Álvaro Durántez Prados - Director Cátedra FUNIBER de Estudos Iberoamericanos e da Iberofonia; Paytto Yamale - Professor; Bernardo Chissende - Director Rede Iberoáfrica
África, Afrodescendência, América, Andorra, Angola, Ásia, Brasil, Ciência, Comunicação, CPLP, Cultura, Desenvolvimento sustentável, Diplomacia, Economia, Educação, Espanha, Europa, Geopolítica, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, História, Ibero-África, Igualdade de Gênero, Justiça, Juventude, Paz, Política, Portugal, Rádio, Sociedade, Tecnologia e Inovação

FUNIBER anuncia Mestrado em História, Geopolítica e Globalização da Ibero-África, Ibero-América e da Iberofonia

A Cátedra FUNIBER de Estudos Ibero-americanos e da Iberofonia, dirigida pelo renomado cientista político espanhol Dr. Frigdiano Álvaro Durántez Prados, impulsionador do pan-iberismo contemporâneo, anunciou o lançamento do Mestrado em História, Geopolítica e Globalização da Ibero-América e da Iberofonia, que incluirá uma Especialização Universitária em História da Ibero-África, do Mundo Hispânico e da Iberofonia. Os programas académicos serão ministrados em modalidade de educação à distância e serão titulados, em uma primeira fase, pela Universidad Europea del Atlántico (UNEATLANTICO), instituição espanhola de ensino superior da Rede FUNIBER. Num contexto de consolidação da Ibero-África, após a última conferência em Angola do Dr. Álvaro Durántez sobre a Iberofonia na Universidade Agostinho Neto, a Fundação Universitária Iberoamericana, através da sua Cátedra vocacionada aos estudos Ibero-Americanos e da Iberofonia, anunciou na última terça-feira 17 de Março a criação do mais recente Mestrado em História, Geopolítica e Globalização da Ibero-América e da Iberofonia. A lógica e a potencialidade derivadas da afinidade substantiva entre os dois principais idiomas ibéricos, o espanhol e o português, com profundos e numerosos elementos de natureza cultural, histórica, geopolítica e cooperativa, estão na base do espaço multinacional de países de línguas espanhola e portuguesa ‒ o chamado Espaço Pan-ibérico ou da Iberofonia ‒ que supõe uma superação da Comunidade Ibero-americana de Nações (CIN) e que corresponde, em grande medida, ao somatório desta e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Trata-se de um conjunto multinacional que na actualidade agrupa mais de novecentas milhões de pessoas e cerca de trinta países de todos os continentes — América, África, Europa, Ásia e Oceania — constituindo o primeiro bloco linguístico do mundo e que supera um décimo da população mundial, representando, em termos ponderados, um quinto da superfície do planeta. O estudo deste espaço multinacional iberofalante emergente e a formação de especialistas e profissionais preparados para abordar esta nova realidade e seus desafios subsequentes se convertem em um imperativo académico e universitário ineludível no mundo globalizado de nossos dias. O Mestrado em História, Geopolítica e Globalização da Ibero-América e da Iberofonia, promovido pela Cátedra FUNIBER de Estudos Ibero-americanos e da Iberofonia, primeiro em seu gênero no âmbito universitário internacional, vem preencher esta lacuna. Este programa, em cuja preparação com a Cátedra colaboraram significativamente a Fundação Gustavo Bueno, centro associado da UNEATLANTICO, oferece um enfoque integral e multidisciplinar, proporcionando aos estudantes as ferramentas necessárias para analisar problemas globais, formular políticas efectivas e liderar projectos internacionais no cenário Pan-ibérico e global. Com uma sólida formação em história, geopolítica, relações internacionais e antropologia social, os graduados deste programa universitário de pós-graduação estarão preparados para exercer o ofício com sucesso em diversas áreas do âmbito internacional, com especialização no mundo hispano-falante e lusófono, com realce para o mundo Ibero-africano e com uma visão marcadamente universalista. O mestrado, de una carga lectiva de 90 créditos a serem concluídos em um período de dois anos, inclui uma Especialização em História do Mundo Hispânico e da Iberofonia, de 54 créditos, para estudantes que desejem se aprofundar no campo historiográfico do Espaço Pan-ibérico. O Mestrado em História, Geopolítica e Globalização da Ibero-América e da Iberofonia oferece um enfoque integral e multidisciplinar que cobre em profundidade aspectos fundamentais geopolíticos, históricos, contemporâneos e de prospecção do mundo hispano-falante e lusófono, atendendo igualmente a sua incidência no contexto global. Ao longo do programa, os estudantes explorarão: Fundamentos teóricos de História, Geopolítica, Relações Internacionais e Globalização – Um marco geral que proporciona as bases conceituais precisas para entender e analisar as dinâmicas do Mundo Ibérico no contexto globalizado, com especial ênfase na conformação passada e presente das Comunidades Multinacionais. História geral do Mundo Ibérico – hispano-falante e lusófono, em todos os continentes; desde a Idade Pré-hispânica à actualidade, passando pela Era dos Descobrimentos e a primeira globalização, pela Monarquia Hispânica e pelos Impérios Espanhol e Português, pela Idade Contemporânea e a articulação das actuais nações soberanas iberofalantes. Elementos identitários do Espaço Pan-ibérico ou da Iberofonia – incluindo as bases conceituais e a evolução histórica do pensamento Pan-ibérico, bem como a análise do fenómeno da propaganda anti-hispânica e da Lenda Negra. A articulação actual do Espaço da Iberofonia – assentado em todos os continentes, com especial atenção à Comunidade Ibero-americana de Nações e à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), assim como à actual convergência e articulação do mundo hispano-falante e lusófono. Atlas Contemporâneo da Iberofonia – Uma rigorosa e extensa análise das características, dimensões e recursos dos actuais países e povos iberófonos de todo o mundo, como também de sua projecção internacional mediante sua participação nos diversos mecanismos diplomáticos e multilaterais actuais. Visão prospectiva e participativa da Comunidade Mundial Iberófona – na articulação e governança da actual globalização. Estudar-se-á como a experiência histórica e o tradicional universalismo Pan-ibérico podem contribuir a articular um mundo mais justo e equilibrado. A direção da Cátedra FUNIBER e dos novos programas de pós-graduação está a cargo do catedrático espanhol Dr. Frigdiano Álvaro Durántez Prados, académico com extenso currículo institucional e internacionalista, que apoia a articulação do Espaço Continental Ibero-Africano.  Doctor Europeus e Prêmio Extraordinário de Doutorado em Ciências Políticas pela Universidad Complutense de Madrid, é pioneiro e impulsionador da corrente contemporânea do Pan-iberismo ou Iberofonia, teoria e tendência geopolítica e cooperativa que propugna a definição e a articulação de um espaço multinacional de países soberanos e de povos de línguas espanhola e portuguesa de todos os continentes, sem excepções geográficas. Os interessados podem preencher o formulário de candidatura disponível no site da FUNIBER ou entrar em contacto com a sede da Fundação no seu país para receber aconselhamento personalizado sobre o processo de candidatura. A Rede Iberoáfrica apoia e encoraja esta iniciativa e está por dentro de todos os acontecimentos ligados ao espaço multinacional e intercontinental da Iberofonia, em prol de uma sociedade global mais justa e próspera.

O Rei Felipe VI Consagra o Espaço da Iberofonia ante Marcelo Rebelo de Sousa que Destaca a Prevalência da Paz Ibérica
Brasil, Comunicação, CPLP, Economia, Emprego, Espanha, Europa, Geopolítica, História, Ibero-África, Iberofonia, Internet, Jornal, Justiça, Juventude, Paz, Política, Portugal, Reyes de España, Sociedade

O Rei Felipe VI Consagra o Espaço da Iberofonia ante Marcelo Rebelo de Sousa que Destaca a Prevalência da Paz Ibérica

Por: Bernardo Chissende   Em uma emotiva despedida oficial, o monarca espanhol e o Presidente Português reivindicam a profundidade dos laços históricos. Segundo o jornal espanhol elTrapezio, o Palácio Real de Madrid – Espanha, testemunhou na última sexta-feira, 20 de Fevereiro, um encontro que transcende a diplomacia habitual. Num marco de um almoço de honra ao Presidente cessante da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, o Rei Felipe VI consolidou um horizonte geopolítico Pan-Ibérico, insistindo no conceito da Iberofonia que explicou em vários discursos públicos. Todavia, esta ocasião foi a primeira vez em que o menciona diante de um Chefe de Estado luso. Uma inciativa que revela uma visão geopolítica antecipadora da Coroa de Espanha. O elTrapezio destaca ainda que: “o momento mais marcante da jornada aconteceu quando Felipe VI, após destacar a fortaleza da relação bilateral, referiu-se explicitamente à dimensão linguística que une a mais 900 milhões de pessoas. O monarca insistiu aos presentes ao «fazer chegar uma mensagem do futuro escrito em duas línguas, o espanhol e o português, que através dos séculos configuraram um espaço que abarca 10% da população mundial: o espaço da Iberofonia»”. Felipe VI, em coerência com essa perspectiva Pan-Ibérica e demonstrando a proximidade ao país irmão, proferiu parte do seu discurso em um português fluído e preciso, recebendo o agradecimento visual de Marcelo Rebelo de Sousa visivelmente emocionado. Reciprocamente, Rebelo de Sousa falou um português pausado e deliberadamente claro, facilitando que cada uma das suas palavras fosse entendida sem necessidade de tradução. Isto fá-lo também quando viaja ao Brasil. Durante os seus brindes, o Rei não se limitou à nostalgia, antes analisou a realidade económica da Península com pragmatismo. Felipe VI assinalou com ênfase que a conexão entre Madrid e Lisboa não é uma debilidade, senão uma vantagem competitiva no tabuleiro global: “Houve momentos em que espanhóis e portugueses nos viramos as costas”, como se viraram tantos outros europeus, em um tempo histórico em que era moeda corrente afirmar os interesses próprios contra os do país vizinho. Aprendemos as lições da história e hoje compreendemos que nossa interdependência é um activo enorme, do qual não queremos nem podemos prescindir”. Marcelo, por sua vez, fez uma revisão histórica pelas “vidas paralelas” de ambas nações, sublinhando uma sincronia quase mística no destino de ambos povos. No seu discurso, recordou como “sofremos a inquisição ao mesmo tempo, sofremos a ditadura ao mesmo tempo, aderimos ao projecto europeu na mesma data e, agora, construímos a democracia ao mesmo tempo”. Com um tom quase poético, o Presidente luso apelou à irmandade ibérica e à paz. Entre muitas individualidades de realce, foi convidado ao acto o renomado académico, Dr. Frigdiano Álvaro Durántez Prados, Director da Cátedra FUNIBER de Estudos Ibero-Americanos e da Iberofonia e professor da Universidad Europea del Atlántico – Santander. O Rei não poupou elogios pessoais para quem foi seu homólogo durante a última década, afirmando de maneira literal: “Sois, Presidente, um amigo de Espanha e dos Espanhóis. E nesta qualidade – a de um queridíssimo amigo – vos recebemos hoje, e vos receberemos sempre”.  O encontro foi concluído com um brinde que, para lá do protocolo, simbolizou o encerramento de uma era dourada nas relações luso-espanholas, sobre a premissa de que, como recordou o Rei citando a Fernando Pessoa, “tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

Embaixadora de Angola em Espanha Assinala o 4 de Fevereiro de 2026
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Embaixadora de Angola em Espanha Assinala o 4 de Fevereiro de 2026

Por: Bernardo Chissende   No âmbito das celebrações do 4 de Fevereiro, a Embaixadora da República de Angola no Reino de Espanha, SE Balbina Malheiros da Silva, assinalou a data com uma mesnagem oficial. Na nota oficial da diplomata angolana destacam-se o sentido de patriotismo, bravura do povo angolano e a dignidade, como elementos basilares para a firmação de Angola como uma nação independente e livre, diante dos angolanos, África e do mundo inteiro. Na sua mensagem, Balbina da Silva evidencia virtudes como o heroísmo, a identidade nacional e a preservação dos valores da pátria para um futuro melhor. MENSAGEM OFICIAL DA EMBAIXADORA Por ocasião do 4 de Fevereiro de 2026 – 65.º Aniversário do Início da Luta Armada de Libertação Nacional: Senhoras e Senhores, Caros compatriotas, Hoje celebramos uma das datas mais marcantes da nossa história: o 4 de Fevereiro de 1961. Foi neste dia que um grupo de patriotas angolanos, movidos por um profundo sentido de justiça e dignidade, decidiu enfrentar o sistema colonial português. Com meios simples, mas com uma coragem extraordinária, atacaram as cadeias de Luanda para libertar presos políticos. Esse gesto heróico marcou o início da Luta Armada de Libertação Nacional e afirmou perante o mundo o direito inalienável do povo angolano à liberdade e à autodeterminação. Sessenta e cinco anos depois, em 2026, continuamos a honrar este legado com respeito e responsabilidade. O 4 de Fevereiro não é apenas uma data no calendário. É um símbolo da resistência. É um símbolo da unidade. É um símbolo da determinação que moldou a nossa identidade nacional e abriu caminho para a Independência proclamada a 11 de Novembro de 1975. Recordar o 4 de Fevereiro é revisitar o espírito que inspirou a luta. É compreender os sacrifícios que tornaram possível a construção de uma Angola soberana. E é, sobretudo, reafirmar a importância de transmitir às novas gerações o património moral e histórico que sustenta a nossa Nação. Este ano, a província de Cabinda acolhe o acto central das comemorações do 65.º aniversário. A escolha de Cabinda, território de grande relevância histórica e simbólica, reforça o compromisso do Executivo com a coesão nacional e com a valorização de todas as regiões do país. As celebrações decorrem sob o lema: “Preservando os Valores da Pátria, Honremos os Nossos Heróis.” Este lema recorda-nos que a memória histórica não é apenas um exercício de evocação. É um compromisso. É uma responsabilidade. É um dever para com aqueles que deram tudo pela liberdade de Angola. As comemorações de 2026 acontecem num contexto global desafiante. O Governo Angolano tem reafirmado o seu empenho na estabilidade macroeconómica, na diversificação da economia e na melhoria das condições de vida das famílias. Programas como o Kwenda, o Programa de Transferências Sociais Monetárias, o PIIM, e iniciativas de apoio à merenda escolar continuam a desempenhar um papel essencial na promoção da inclusão social e na proteção das populações mais vulneráveis. Caros compatriotas, Ao assinalarmos o 65.º aniversário do 4 de Fevereiro, prestamos homenagem aos heróis que, com coragem e sacrifício, abriram o caminho para a liberdade. Que o seu exemplo continue a inspirar cada angolano — dentro e fora do país — a contribuir, com sentido patriótico e responsabilidade cívica, para o desenvolvimento harmonioso, para a justiça social e para a consolidação da paz. Que o espírito do 4 de Fevereiro permaneça como farol da nossa identidade nacional. Que permaneça como guia da nossa determinação em preservar os valores da Pátria. E que inspire cada um de nós a construir, todos os dias, o futuro que desejamos para Angola. Muito obrigada. A embaixadora da República de Angola no Reino de Espanha, Balbina da Silva, apresentou, na quinta-feira, 11 de Setembro de 2025 as cartas credenciais ao Rei Filipe VI, formalizando a acreditação como representante diplomática.   

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4 de Fevereiro: Angola Celebra a Coragem dos Heróis da Luta pela Independência

Por: Bernardo Chissende   Angola assinala hoje uma das datas mais marcantes da sua História: o 4 de Fevereiro de 1961, dia que simboliza o início da Luta Armada de Libertação Nacional contra o colonialismo português. Mais do que uma simples efeméride, esta data representa a coragem, o patriotismo e a determinação de um povo que decidiu escrever o seu próprio destino. Há 64 anos, um grupo de nacionalistas angolanos protagonizou ataques às cadeias de Luanda, com o objectivo de libertar presos políticos e reivindicar o direito à liberdade. Apesar das limitações em meios e recursos, esses actos marcaram o começo de uma resistência organizada que culminaria na Independência Nacional, proclamada a 11 de Novembro de 1975. O 4 de Fevereiro permanece vivo na memória colectiva como símbolo de bravura e sacrifício. Homens e mulheres, muitos dos quais anónimos, ofereceram as suas vidas em nome da soberania e da dignidade do povo angolano. O seu legado continua a inspirar as novas gerações a defenderem os valores da unidade, da paz e do desenvolvimento. Em todo o país, instituições públicas, organizações da sociedade civil, escolas e comunidades realizam hoje diversas actividades comemorativas, incluindo palestras, cerimónias oficiais, actos culturais e homenagens aos antigos combatentes. Estes momentos reforçam o compromisso nacional com a preservação da História e o fortalecimento da identidade angolana. Mais do que recordar o passado, o 4 de Fevereiro convida à reflexão sobre os desafios do presente e as responsabilidades do futuro. Num contexto de transformação económica e social, Angola reafirma o seu compromisso com a construção de uma nação mais justa, inclusiva e próspera, honrando o sacrifício dos seus heróis. Celebrar o 4 de Fevereiro é, acima de tudo, reconhecer que a liberdade conquistada com esforço deve ser protegida com responsabilidade, trabalho e cidadania activa. É um chamado permanente à união e ao progresso, em nome de uma Angola cada vez mais forte. O professor Feliciano Sayono, docente da Universidade Internacional do Cuanza (UNIC), no Cuito-Bié, o coração de Angola, destacou que “o 4 de Fevereiro de 1961 é muito importante porque dá lugar à luta de libertação nacional”. Apelou a todos os nacionalistas a respeitarem esta data que “tem grande significado e dá início a uma grande história para a República de Angola”. A Rede Iberoáfrica saúda o 4 de Fevereiro e rende homenagem aos heróis nacionais e reitera o seu compromisso de contribuir para uma Angola cada vez melhor.

Eleições Municipais no Brasil em 2024, Iberoáfrica
América, Brasil, Comunicação, Economia, Educação, Política, Sociedade

Eleições Municipais no Brasil em 2024

As eleições municipais de 2024 no Brasil foram marcadas por uma série de disputas acirradas e a tendência de reeleição de prefeitos em diversas cidades importantes do país. Com mais de 150 milhões de eleitores participando do processo, várias capitais e municípios definiram seus novos líderes, enquanto outras cidades ainda se preparam para o segundo turno. Em São Paulo, a disputa está muito acirrada, com Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Pablo Marçal (PRTB) praticamente empatados, levando a eleição para o segundo turno. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) garantiu sua reeleição em primeiro turno, demonstrando forte apoio popular. Outras cidades que já definiram seus prefeitos em primeiro turno incluem Teresina, onde Sílvio Mendes (União) venceu, e Florianópolis, onde Topázio (PSD) foi eleito, segundo o site brasileiro Jovem Pan. Cidades como Porto Alegre, Goiânia, e Cuiabá terão segundo turno, onde a disputa promete ser intensa entre os candidatos que avançaram para a próxima fase. A votação para o segundo turno está marcada para 27 de Outubro em locais onde nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos, avançou o InfoMoney. O cenário eleitoral deste ano reforçou uma tendência ao “continuísmo”, com muitos prefeitos sendo reeleitos. Um dado notável é que o Partido dos Trabalhadores (PT) do Presidente do Brasil, Lula da Silva, de esquerda, teve uma perda significativa de seus candidatos à prefeitura ao passo que foi notório um ambiente mais favorável a candidaturas de centro e direita, contrariando inclusive, em alguns casos o que indicavam parte dos institutos de pesquisa.

Dr. F. Álvaro Durántez Prados e o Dr. Fernando Ignacio Ondo, durante a jornada institucional entre FUNIBER e AEGLE
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Jornada Institucional entre a Cátedra FUNIBER de estudos Iberoamericanos e da Iberofonia e a Academia Ecuatoguineana de la Lengua Española

O Director de Relações Institucionais da Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER) e da Cátedra FUNIBER de Estudos Iberoamericanos e da Iberofonia, Dr. Frigdiano Álvaro Durántez Prados e o representante e académico de número da Academia Ecuatoguineana de la Lengua Española (AEGLE), Dr. Fernando Ignacio Ondo, mantiveram uma jornada institucional e de trabalho na província de Guadalajara, Espanha. Uma semana depois da assinatura em Santander do convênio quadripartido entre a FUNIBER, a Universidad Europea del Atlántico (UNEATLANTICO), o Centro Internacional de Pós-graduação da Guiné Equatorial “Verónica Eyang” (CIPVE) e a AEGLE, e a assinatura do Convénio Específico de Bolsas de Estudo entre a FUNIBER e o CIPVE, o Dr. Ondo e o Dr. Durántez reuniram-se na localidade castelhana de Almonacid de Zorita, na sede do Instituto Durántez de Altomira, para planificar e aprofundar a relação entre as entidades signatárias do convénio celebrado na capital da Cantábria. Em particular, foram abordadas questões relativas à próxima implementação de uma Delegação da FUNIBER na capital da Região Continental da República da Guiné Equatorial, a cidade de Bata, a partir da qual se poderá contribuir na gestão e promoção directamente dos programas de bolsas de estudo de graduação, pós-graduação, mestrado e doutoramento oferecidos pela FUNIBER à sociedade equato-guineense através da colaboração acordada com o CIPVE e a AEGLE. Durante o encontro, o Dr. Durántez e o Dr. Ondo mantiveram uma reunião telemática com o presidente da FUNIBER, Dr. Santos Gracia Villar, na qual foram estabelecidas directrizes específicas para garantir a rapidez e a eficácia da implementação dos acordos assinados.

De esquerda à direita: Fernando Ignacio Ondo Ndjeng , Presidente do CIPVE; Rubén Calderón, Reitor da UNEATLANTICO; F. Álvaro Durántez, Director de Relações Institucionais da FUNIBER
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FUNIBER e UNEATLANTICO firmam convênio de colaboração com o Centro Internacional de Pós-graduação da Guiné Equatorial e a Academia Ecuatoguineana de la Lengua Española

A Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER) e a Universidad Europea del Atlántico (UNEATLANTICO) firmam um convênio de colaboração com o Centro Internacional de Pós-graduação da Guiné Equatorial “Verónica Eyang” (CIPVE) e a Academia Ecuatoguineana de la Lengua Española (AEGLE). O Director de Relações Institucionais da FUNIBER da Cátedra FUNIBER de Estudos Iberoamericanos e da Iberofonia, Frigdiano Álvaro Durántez Prados, o Reitor Rubén Calderón Iglesias, e Fernando Ignacio Ondo Ndjeng Afang, Presidente do CIPVE e académico de número da AEGLE, oficializaram este acordo que tem como objectivo principal fortalecer e desenvolver programas académicos, científicos e culturais, assim como o intercâmbio de docentes e profissionais entre as instituições signatárias. O convênio sublinha o compromisso partilhado pelas quatro entidades na promoção do conhecimento e no reforço dos laços entre os países de língua espanhola. Através deste acordo, procura-se também valorizar a identidade e a dimensão africana, especialmente a equato-guineense, dentro do Espaço multinacional da Iberofonia mediante a difusão da cultura hispânica e da língua espanhola. As áreas de colaboração incluem o desenvolvimento de projectos de cooperação nacional e internacional, a difusão de programas académicos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutoramento na Guiné Equatorial e a organização de conferências, cursos e reuniões conjuntas. Além disso, será dada especial ênfase à formação de professores de espanhol como língua estrangeira, promovendo uma poderosa oferta educativa para o continente africano. Da mesma forma, o acordo também estipula a criação de um escritório de representação da FUNIBER nas instalações do CIPVE em Bata, Guiné Equatorial, para facilitar a gestão de bolsas de estudo e programas académicos dos quais os alunos e estudantes equato-guineenses podem beneficiar. Este acordo visa igualmente promover o progresso cultural, económico e social através da cooperação e do intercâmbio de conhecimentos entre as instituições signatárias. Além disso, consolida uma aliança estratégica que promete grandes benefícios para os âmbitos educativo e cultural dos países hispanofalantes. Acordo específico entre a FUNIBER e o Centro Internacional de Pós-graduação da Guiné Equatorial Por sua vez, os representantes da FUNIBER e do CIPVE assinaram um acordo bilateral específico destinado à formação a distância em mais de oitenta programas académicos de pós-graduação, incluindo especialidades, mestrados e doutoramentos, com ênfase na qualificação de professores em linguística aplicada ao ensino do espanhol como língua estrangeira. Esta medida promoverá, a partir da Guiné Equatorial, a criação de uma poderosa oferta de ensino da língua espanhola para todo o continente africano, um objectivo estratégico no âmbito da Iberofonia.

Dia-Mundial-da-Crianca-2024-Iberoáfrica-Capa-Condomínio-Vila-Rios-Luanda
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A Iberoáfrica saúda o Dia Mundial da Criança

No dia 1 de Junho de todos os anos é comemorado o Dia Internacional da Criança, a data comemorativa é celebrada em homenagem à todas as crianças. A efeméride assinalou-se pela primeira vez em 1950 por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU). E para assinalar esta data, o Coordenador da Comissão de Moradores do Condomínio Vila Rios, em Luanda, Garcia Domingos “Graça”, junto da sua equipa organizam uma actividade para todas as crianças do condomínio e para as crianças circunvizinhas no jardim infantil, com vista a homenagear todas as crianças e promover uma maior conscientização à sociedade sobre a importância da protecção, do amor, educação e do crescimento saudável da criança angolana. O Coordenador Garcia Domingos, destacou “sendo hoje o Dia Internacional da Criança não podíamos deixar em branco esta data tão importante, por isso, pensamos em dar a conhecer ao mundo que a Vila Rios existe e que nós valorizamos as nossas crianças, porque a criança é o determinante do futuro de um país. Todos nós para ser o que somos hoje, é porque um dia fomos crianças”, assegurou. O Sr. Graça, como é carinhosamente tratado, revelou que tomou a iniciativa e envolveu o seu elenco para a materialização do evento, e avançou que “organizamos o evento para as crianças, mas convidamos também os pais para que se juntassem à alegria dos pequenos”. O evento juntou e brindou dezenas de crianças, e durante a celebração, foram realizadas distintas actividades culturais, como a dança, a música e a poesia. Uniu-se à esta celebração a escritora e poetisa Esperança Sousa Santos, que declamou para as crianças dois poemas de sua autoria, o tema “a felicidade” e “quero ser a poetisa da noite”. O que despertou a alegria e a inspiração das criancinhas presentes, induzindo a pequena Adriana Mateus a declamar o seu poema, intitulado “há uma flor”, do autor Bernardo Chissende – há uma flor que precisa de ser irrigada… irrigada não com lágrimas, irrigada sim, com as águas poentes da paz e da vida; amada, não com um amor que faz de conta… amada sim, com um amor puro e verdadeiro… Esta flor sou eu, és tu, somos nós crianças… somos a cor de um novo céu; luz que não se pode esconder, com amor e fé vamos vencer, e o mundo vai ouvir a nossa voz… há uma flor. Em conversa com uma das crianças presentes ao evento – Adriana Neto, destacou “esta data é importante porque as crianças precisam de carinho e amor, elas precisam de se divertir e por isso, acho que as crianças merecem isto”. Quando questionada sobre o ponto mais alto do evento, compartilhou que “gostei do momento que as crianças dançavam muito e deu-me muita vontade de dançar também”. O coordenador do condomínio Vila Rios, no distrito da Sapú, em Luanda, Garcia Domingos destacou que é só possível haver amor com as crianças quando o amor começar por nós adultos. O responsável manifestou que a falta de amor para com as crianças é o reflexo da falta de amor entre os adultos, quando apelava à sociedade, “a criança para mim é uma flor, o amor começa comigo e se reflete na criança, por isso, vamos continuar com este projecto para incentivar os pais, não só do condomínio, mas todos os pais, para que tenhamos todos uma atenção especial com a criança, e isso deve ser feito todos os dias, por isso, cuidemos das nossas crianças em prol de um futuro melhor”. Em Angola, o Dia Internacional da Criança é celebrado hoje, 1 de Junho. Apesar dos esforços empreendidos pelo Governo de Angola para a protecção dos direitos da criança, não obstante, são vários os desafios com a criança em Angola. Em junho de 2011, teve lugar o V Fórum Nacional sobre a Criança, organizado pelo Conselho Nacional da Criança, a UNICEF e Parceiros Sociais, onde foram discutidos e actualizados os 11 Compromissos para a Criança, nomeadamente: 1. Esperança de Vida ao Nascer; 2. Segurança Alimentar e Nutricional; 3. Registo de Nascimento; 4. Educação da Primeira Infância; 5. Educação Primária e Formação Profissional; 6. Justiça Juvenil; 7. Prevenção, Tratamento, Apoio e Redução do Impacto do HIV/SIDA nas Famílias e Crianças; 8. Prevenção e Combate à Violência contra a Criança; 9. Protecção Social e Competências Familiares; 10. A Criança e a Comunicação Social, a Cultura e o Desporto; 11. A Criança no Plano Nacional e no Orçamento Geral do Estado. Como mensagem deste dia a pequena Adriana de 9 anos de idade rematou  – “Meus amiguinhos, desejo-vos um feliz dia da criança e que vocês estejam a passar um momento bom, espero que passem um bom dia da criança como eu passei. Não vos quero ver tristes com lágrimas nos olhos, isso vai estragar o nosso dia; então, continuem no vosso bom humor e um beijinho para todos vocês e para os vossos papás! ”. Concluiu Adriana. A Iberoáfrica deseja a todas as crianças de Angola e do mundo inteiro um Feliz Dia Mundial da Criança, com votos de uma infância saudável, segura, com muito amor, liberdade, felicidade e paz.

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